Na festa de Frei Galvão, Dom Mário convida devotos a reconstruir a vida a partir do amor
Missa solene no Santuário Frei Galvão, em Guaratinguetá, marcou o dia do primeiro santo nascido no Brasil e encerrou o percurso dos nove verbos que conduziram a novena
Notícias do Santuário
25.10.2026 - 00:00:00 | 5 minutos

O Santuário Frei Galvão, em Guaratinguetá (SP), celebrou neste domingo, 25 de outubro, a missa solene da Festa de Santo Antônio de Sant’Anna Galvão, primeiro santo nascido no Brasil. A celebração foi presidida por Dom Mário Antônio da Silva, arcebispo de Aparecida, e concelebrada por Dom Frei Luiz Flávio Cappio, pelo reitor do Santuário, Frei Diego Melo, pelo Padre Renan Rangel dos Santos Pereira e por Frei Leandro Costa, com a presença de religiosos, religiosas, leigos e devotos.
Dom Mário saudou Dom Frei Luiz Flávio Cappio, também filho de Guaratinguetá, e recordou a acolhida que recebeu dele ao ser nomeado para a Arquidiocese de Aparecida. “Somos todos devotos de Santo Antônio de Sant’Anna Galvão, o santo da nossa terra. É bonito testemunhar que a santidade está presente em nossa cidade, em nossa Igreja, em nossas famílias e na história de todo o Vale do Paraíba”, afirmou.

O santo da nossa terraNascido em Guaratinguetá em 1739, Antônio de Sant’Anna Galvão ingressou na Ordem Franciscana ainda jovem e foi ordenado sacerdote em 1762. Em São Paulo, dedicou-se à pregação, à confissão e ao cuidado dos pobres e doentes, tornando-se conhecido como conselheiro e homem da paz e da caridade. Em 1774, fundou o Recolhimento de Nossa Senhora da Conceição da Luz da Divina Providência, hoje Mosteiro da Luz, cuja construção acompanhou pessoalmente, como arquiteto e mestre de obras. É também das suas mãos que nasceram as conhecidas pílulas de Frei Galvão, sinal da fé simples que até hoje atravessa gerações de devotos. Faleceu em 23 de dezembro de 1822 e está sepultado no mosteiro que ajudou a erguer.
Frei Galvão foi beatificado pelo Papa João Paulo II em 25 de outubro de 1998, em Roma, data em que a Igreja celebra sua memória. Foi canonizado pelo Papa Bento XVI em 11 de maio de 2007, em São Paulo.
Dom Mário contou que esteve presente na beatificação, há exatos 28 anos. “Jamais imaginei que um dia estaria neste santuário como arcebispo de Aparecida. Foi uma semente que Deus, por meio de Frei Galvão, plantou em minha vida”, disse. Em seguida, convidou os fiéis a também trilharem o caminho da santidade: “Frei Galvão é o primeiro santo nascido no Brasil, mas não deve ser o único. Que cada um de nós se coloque a caminho para ser mais um santo desta região”, ressaltou o arcebispo.

Nove verbos, um só alicerceA celebração retomou o tema da festa, “Vai e reconstrói! Com Frei Galvão, edificando vidas e moradas”, e os nove verbos que guiaram os dias da novena: confiar, testemunhar, dignificar, desapegar, servir, responsabilizar, transformar, discernir e frutificar.
Ao comentar o Evangelho, em que Jesus responde aos fariseus qual é o maior dos mandamentos, Dom Mário lembrou que algumas escolas rabínicas da época contavam 613 preceitos. Jesus, no entanto, não se prendeu às exigências externas e apontou para o interior de cada pessoa: amar a Deus de todo o coração e ao próximo como a si mesmo.
Recorrendo à gramática, explicou que o verbo expressa a ação do sujeito e que o Evangelho precisa ser vivido no tempo presente. “Para vivermos verdadeiramente o Evangelho, precisamos conjugar o verbo no presente do indicativo: eu amo a Deus hoje”, afirmou. “Todos os nove verbos convergem para o verbo amar. De nada adianta confiar, servir e frutificar sem amor. Sem ele, nada se sustenta”.
Lembrando a vocação de construtor do santo, que ergueu alicerces, paredes e o Mosteiro da Luz, Dom Mário pediu que Frei Galvão ajude os fiéis a se edificarem não apenas com tijolos de barro, mas com os tijolos do Evangelho. Recordou ainda o chamado que marcou São Francisco e Frei Galvão e que dá nome à festa deste ano: reconstruir a Igreja, a vida e a comunidade. “Esse apelo é para cada um de nós. Quem reconstrói não destrói nem elimina. Essa é a dinâmica da santidade que o nosso padroeiro nos ensina”, destacou.
_6ade19cbc0074.jpeg)
O cuidado com os mais necessitadosA partir da primeira leitura, que pede que não se maltratem o migrante, a viúva e o órfão, o arcebispo ressaltou que essas figuras representam, na Sagrada Escritura, os pobres e necessitados. “Se queremos ser uma Igreja levada a sério, devemos amar os pobres e fazer o bem aos migrantes, às viúvas, aos que não têm moradia digna nem condições de vida, sejam eles próximos ou distantes de nós”, afirmou.
Ao concluir, desejou que o Evangelho torne todos homens e mulheres iluminados, para que, como Frei Galvão, tenham no horizonte a paz e o bem.
A Festa de Frei Galvão segue ao longo de todo este domingo no Santuário, com celebrações e momentos de devoção que reúnem fiéis de Guaratinguetá e de diversas regiões do país.
O Santuário Frei Galvão, em Guaratinguetá (SP), celebrou neste domingo, 25 de outubro, a missa solene da Festa de Santo Antônio de Sant’Anna Galvão, primeiro santo nascido no Brasil. A celebração foi presidida por Dom Mário Antônio da Silva, arcebispo de Aparecida, e concelebrada por Dom Frei Luiz Flávio Cappio, pelo reitor do Santuário, Frei Diego Melo, pelo Padre Renan Rangel dos Santos Pereira e por Frei Leandro Costa, com a presença de religiosos, religiosas, leigos e devotos.
Dom Mário saudou Dom Frei Luiz Flávio Cappio, também filho de Guaratinguetá, e recordou a acolhida que recebeu dele ao ser nomeado para a Arquidiocese de Aparecida. “Somos todos devotos de Santo Antônio de Sant’Anna Galvão, o santo da nossa terra. É bonito testemunhar que a santidade está presente em nossa cidade, em nossa Igreja, em nossas famílias e na história de todo o Vale do Paraíba”, afirmou.

O santo da nossa terra
Nascido em Guaratinguetá em 1739, Antônio de Sant’Anna Galvão ingressou na Ordem Franciscana ainda jovem e foi ordenado sacerdote em 1762. Em São Paulo, dedicou-se à pregação, à confissão e ao cuidado dos pobres e doentes, tornando-se conhecido como conselheiro e homem da paz e da caridade. Em 1774, fundou o Recolhimento de Nossa Senhora da Conceição da Luz da Divina Providência, hoje Mosteiro da Luz, cuja construção acompanhou pessoalmente, como arquiteto e mestre de obras. É também das suas mãos que nasceram as conhecidas pílulas de Frei Galvão, sinal da fé simples que até hoje atravessa gerações de devotos. Faleceu em 23 de dezembro de 1822 e está sepultado no mosteiro que ajudou a erguer.
Frei Galvão foi beatificado pelo Papa João Paulo II em 25 de outubro de 1998, em Roma, data em que a Igreja celebra sua memória. Foi canonizado pelo Papa Bento XVI em 11 de maio de 2007, em São Paulo.
Dom Mário contou que esteve presente na beatificação, há exatos 28 anos. “Jamais imaginei que um dia estaria neste santuário como arcebispo de Aparecida. Foi uma semente que Deus, por meio de Frei Galvão, plantou em minha vida”, disse. Em seguida, convidou os fiéis a também trilharem o caminho da santidade: “Frei Galvão é o primeiro santo nascido no Brasil, mas não deve ser o único. Que cada um de nós se coloque a caminho para ser mais um santo desta região”, ressaltou o arcebispo.

Nove verbos, um só alicerce
A celebração retomou o tema da festa, “Vai e reconstrói! Com Frei Galvão, edificando vidas e moradas”, e os nove verbos que guiaram os dias da novena: confiar, testemunhar, dignificar, desapegar, servir, responsabilizar, transformar, discernir e frutificar.
Ao comentar o Evangelho, em que Jesus responde aos fariseus qual é o maior dos mandamentos, Dom Mário lembrou que algumas escolas rabínicas da época contavam 613 preceitos. Jesus, no entanto, não se prendeu às exigências externas e apontou para o interior de cada pessoa: amar a Deus de todo o coração e ao próximo como a si mesmo.
Recorrendo à gramática, explicou que o verbo expressa a ação do sujeito e que o Evangelho precisa ser vivido no tempo presente. “Para vivermos verdadeiramente o Evangelho, precisamos conjugar o verbo no presente do indicativo: eu amo a Deus hoje”, afirmou. “Todos os nove verbos convergem para o verbo amar. De nada adianta confiar, servir e frutificar sem amor. Sem ele, nada se sustenta”.
Lembrando a vocação de construtor do santo, que ergueu alicerces, paredes e o Mosteiro da Luz, Dom Mário pediu que Frei Galvão ajude os fiéis a se edificarem não apenas com tijolos de barro, mas com os tijolos do Evangelho. Recordou ainda o chamado que marcou São Francisco e Frei Galvão e que dá nome à festa deste ano: reconstruir a Igreja, a vida e a comunidade. “Esse apelo é para cada um de nós. Quem reconstrói não destrói nem elimina. Essa é a dinâmica da santidade que o nosso padroeiro nos ensina”, destacou.
_6ade19cbc0074.jpeg)
O cuidado com os mais necessitados
A partir da primeira leitura, que pede que não se maltratem o migrante, a viúva e o órfão, o arcebispo ressaltou que essas figuras representam, na Sagrada Escritura, os pobres e necessitados. “Se queremos ser uma Igreja levada a sério, devemos amar os pobres e fazer o bem aos migrantes, às viúvas, aos que não têm moradia digna nem condições de vida, sejam eles próximos ou distantes de nós”, afirmou.
Ao concluir, desejou que o Evangelho torne todos homens e mulheres iluminados, para que, como Frei Galvão, tenham no horizonte a paz e o bem.
A Festa de Frei Galvão segue ao longo de todo este domingo no Santuário, com celebrações e momentos de devoção que reúnem fiéis de Guaratinguetá e de diversas regiões do país.
Mais em Notícias do Santuário
Com festa, bênçãos e alegria, Santuário Frei Galvão encerra novena e celebra o primeiro santo nascido no BrasilProgramação deste domingo (25) reuniu devotos em Guaratinguetá (SP) com missas, Procissão Luminosa, shows e oficinas, e o Santuário já se prepar...25.10.2026 | 5 minutos
Novena de Frei Galvão se encerra com chamado à conversão e à esperançaDepois de nove dias de preparação, que reforçaram o exemplo de Frei Galvão como reconstrutor de vidas e moradas, devotos são convidados neste dom...24.10.2026 | 4 minutos
Novena de Frei Galvão chega ao oitavo dia com convite à escuta e ao discernimentoMais de 15 mil pílulas de Frei Galvão foram distribuídas ao longo da novena; nas missas, Frei Paulo Pereira, OFM, e o Cardeal Odilo Scherer lembrar...23.10.2026 | 5 minutos
Coragem para agir: sétimo dia da novena de Frei Galvão chama os fiéis à conversãoPe. Gudialace Silva de Oliveira pediu que os devotos se deixem inflamar pelo amor de Deus e lembrou que buscar ajuda também faz parte da reconstruçÃ...22.10.2026 | 3 minutos
Santuário Frei Galvão celebra neste domingo (25) o Dia de Frei Galvão com missas, procissão luminosa, oficinas e showsCom o tema “Vai e Reconstrói! Com Frei Galvão, edificando Vidas e Moradas”, a programação começa às 6h e segue até a noite22.10.2026 | 3 minutos
Pílulas de Frei Galvão: a fé que começa nas mãos de quem confecciona e entregaVoluntárias do Santuário Frei Galvão produzem cerca de 80 mil pílulas por mês e acolhem devotos com histórias de fé, gratidão e serviço21.10.2026 | 10 minutos
Santuário Frei Galvão realiza missões e vai ao encontro de quem mais precisa, levando esperançaDurante a novena da Festa de São Frei Galvão, a ação missionária leva a imagem peregrina do santo a cerca de 40 instituições de Guaratinguetá ...21.10.2026 | 4 minutos
Talentos que se multiplicam na partilha: sexto dia da novena de Frei Galvão convida a assumir com responsabilidade os dons recebidos de DeusPe. Everton Luis Lucchesi lembrou que cada pessoa tem algo único a oferecer aos irmãos, e Frei Alex Sandro Ciaronski, OFM, destacou que cuidar da vi...21.10.2026 | 4 minutos
Coração vigilante e mãos que servem: quinto dia da novena de Frei Galvão propõe reconstruir a vida como morada de DeusDom Frei Luiz Flávio Cappio, OFM, filho de Guaratinguetá, recordou que “somos matéria-prima nas mãos de Deus”, e Pe. Antônio Maria convidou o...20.10.2026 | 5 minutos
Coragem, alegria, fé e esperança: quarto dia da novena de Frei Galvão convida a reconstruir a vida em DeusPe. Vinícius Ricardo de Paula, SDB, lembrou que é preciso “limpar os entulhos para seguir a Deus”, e Pe. Dione Romualdo Ferreira Piza usou a pal...19.10.2026 | 4 minutos